quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A continuação de "Sangue de Lobo" está chegando!

O livro "Olhos de Lobo", continuação de "Sangue de Lobo", entrou em produção agora. No início de junho irá para a gráfica, o que significa que em JULHO de 2016 estará nas livrarias!
Haverá, a princípio, uma tarde de autógrafos em São Paulo em JULHO. Outras cidades também estão nos planos...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Boas Festas! E que venha 2016!!!

2015 foi um ano difícil. Houve dificuldades financeiras, decepções, tragédias. Mas houve também muitos desafios transpostos, pequenas alegrias, abraços amigos, 
chegadas celebradas, livros publicados e vitórias pessoais.
Para 2016, meu objetivo é buscar mais serenidade, mais natureza, priorizar a saúde e cultivar mais a PAZ.
E vamos que vamos! Rumo a um novo ciclo com o coração leve!
Paz na Terra aos seres humanos de boa vontade...


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Meu livro ILUMINURAS e a Consciência Negra

O feriado de hoje comemora a Consciência Negra. E eu sempre reflito que, com esta pele branca que me obriga a usar filtro solar cada vez que boto o pé na rua, sempre me espanta ver fotos dos meus avós e bisavós. É óbvio, ao ver certos traços físicos nos retratos dos parentes que já se foram, que no meu DNA tem genes africanos; disso não tenho a menor dúvida.
Será que vem daí meu fascínio pela Mãe África? Ou será que é apenas empatia, que vem das tantas leituras que se empilham na bagagem interior da minha alma? Não sei. Mas, de um jeito ou de outro, esse fascínio por tudo que é africano aparece em vários dos meus livros, e se tornou óbvio neste que é o mais recente: "Iluminuras", publicado pela Lê Editora.
Então, para comemorar este 20 de Novembro de 2015, em que se pensa na Negritude e se tenta extirpar velhos preconceitos, deixo para degustação dos leitores um trecho do livro.

    O esconderijo nos arredores da Vila, uma vala entre arbustos, não era profundo, mas foi suficiente para que os quilombolas ocultos vissem os cavalarianos passarem rumo à encruzilhada. Os olhos espertos de Rahim divisaram um dos tropeiros orientando os soldados.
    – Agora? – ele perguntou ao líder, assim que os soldados sumiram.
    – Logo – respondeu Akin, ocupado em tirar faíscas da pederneira.
    Como calculara, os tropeiros haviam dado o alerta sobre o assalto ao chegarem à Vila, no dia anterior, mas a resposta dos fidalgos fora lenta. Só um dia depois o Capitão-mor enviara cavalarianos em busca dos quilombolas e da carga roubada. Só encontrariam rastros: quando chegassem ao rio, os fugitivos já estariam no quilombo com os mantimentos e animais.
    Nesse meio tempo, a Vila ficaria pouco guardada.
    O Ayo saiu da vala e ordenou o ataque. Os homens o seguiram em silêncio, agora armados com os arcabuzes roubados – embora alguns, como Rahim, preferissem facões e lanças.
    Akin podia ver nos olhos do Hauçá o gosto pela guerra, que ele não compartilhava. Já vira sangue demais, morte demais... Tornou a acionar a pederneira e acendeu algumas tochas. Quando os primeiros moradores os avistaram, gritou, incitando os quilombolas a atacar.
    Aos berros, espalharam-se pelas ruas de terra no rumo da igreja matriz, tocando fogo em telhados de palha seca e derrubando os homens que lhes aparecessem à frente.
    A confusão foi total. Como esperavam, a surpresa atrasou a resposta dos cavalarianos e deu tempo aos atacantes para fazerem um bom estrago. Quando os soldados apareceram para combatê-los, Akin havia deixado Rahim no comando dos homens e se esgueirado para um casarão que era seu verdadeiro objetivo.
    Saltou com facilidade a cerca viva nos fundos e se escondeu atrás de um galinheiro. Ouvindo as vozes de fidalgos, criados e agregados da casa nas salas da frente, ecoando a comoção que tomava a Vila, seguiu para um pequeno anexo à grande cozinha.
    – Quem é? – a voz fraca, feminina, veio da escuridão do cômodo sem janelas.
    – Sou eu, Iyá1 ele andou no escuro em direção à voz.
    Acostumando o olhar às trevas, Akin divisou, no fundo do quartinho, o rosto da mulher. Parecia muito mais velha que quando a vira pela última vez, na fazenda nas Geraes, antes da fuga; custara a descobrir onde vivia, agora. O rosto enrugado sorriu e os olhos cegos brilharam.
    – És tu, omadê2. António. Sabia que ias voltar.
    Ele se aproximou com reverência. Tomou as mãos da idosa escrava nas suas.
    – Vim por ela, Iyá. Tua neta não vive lá nem cá, pelo que sei. Onde vou achar Oluremi?
    Um suspiro veio do peito fraco da cega.
    – Ah, omadê, tu sabes que não somos nada nas mãos do branco. Esquece dela. Minhas duas netas vieram com a mudança para o sul, mas não quentaram lugar. Sinhá tem muito escravo aqui, deu Iraê e Oluremi de presente para parenta importante dela.
    O ódio ressoou no peito de Akin. Já vira muitas vezes os cativos serem tratados como animais, mas pensar em sua linda Oluremi sendo presenteada como um objeto fez a raiva lhe transbordar dos olhos. Para onde a teriam levado, agora?
    – Como chama a parenta, onde vive? Vou atrás.
    – Tu vais atrás é de Iku – retrucou ela. – Da morte.
*
1Mãe.
2Menino.
Iluminuras, Capítulo 3.
 Texto de Rosana Rios / Ilustras de Thais Linhares. BH: Ed. Lê


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Livro novo: ILUMINURAS já está à venda!

Meu livro novo, "Iluminuras", está pronto, após anos de pesquisa e de labutar sobre a escrita. E ilustrado pela talentosa Thais Linhares!  Conta a história de dois jovens, Martim e Clara, que passam por uma aventura inacreditável, impossível, inimaginável. Que tal degustar um trechinho?

"SEM OLHAR PARA TRÁS...

Escolher caminhos nesta vida é sempre um risco - como o primeiro traço a lápis em um desenho. Pode dar certo, pode não dar. Talvez, por isso, exista o verbo riscar... tão parecido com arriscar. O traço pode resultar numa bela pintura, na iluminura delicada, brilhante, gloriosa, que ilumina o papel e eleva a alma; ou pode resultar num fracasso visual, num borrão sem remédio. Porém o desenhista tem de correr o risco, fazendo correr o lápis. Assim como nós temos de fazer as escolhas e aceitar as consequências. Saltar - às vezes sem ter tempo de olhar para trás."

Iluminuras
Texto: Rosana Rios
Ilustrações e capa: Thais Linhares
Editora Lê - Belo Horizonte, MG - 2015

Dicas para professores e bibliotecários: O livro fala sobre dois jovens do século XXI que conhecerão algumas verdades sobre a escravidão e as condições de vida do século XVIII, no Brasil Colônia. É uma viagem no tempo, com muitas surpresas para o leitor. A obra é indicada para alunos do 8º, 9º anos do EF, e 1º ano do EM, e proporciona um trabalho interdisciplinar com Literatura, História, Geografia, Física e Artes Visuais.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Lançamento triplo em Porto Alegre!

Mais três volumes para a minha coleção "Quem foi que disse?", que reconta Contos Populares, pela Edelbra, com organização de Elaine Maritza e ilustradores INCRÍVEIS...

O Boi Bumbá
A Menina do Capuz Vermelho
Rapunzel 
Reservem a tarde de 05 de novembro de 2015, na Feira do Livro de Porto Alegre. Haverá palestra às 14h e autógrafos às 16h!


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Promoção na Fanpage!

Quer ganhar um livro da Rosana Rios?
Acesse https://www.facebook.com/Rosana-Rios-185136868178919/timeline/?ref=hl
Curta a Fanpage e fique esperto!
Quanto atingirmos 1.000 curtidas, um dos curtidores será sorteado...
E poderá escolher um dos livros da autora para receber em sua casa!
Faltam muitas curtidas ainda, mas vamos chegar lá!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

SITE NOVO NO AR!



Faz algum tempo que comecei a criar meu novo site, um lugar em que pudesse concentrar lista dos livros publicados, artigos, vídeos... Agora o site está no ar!


Espero sua visita por lá...